terça-feira, janeiro 24, 2006

Hipotéticamente falando

O facto de Alegre criar um novo partido político seria tão coerente como Jerónimo de Sousa ser accionista maioritário do BCP.

LM

domingo, dezembro 11, 2005

Na faculdade como na A.R.

a inércia em que caíram alguns dos dirigentes associativos, ou candidatos a dirigentes associativos, está a tornar-se assustadora. A sede de poder e protagonismo emana ds ditos de forma indescritível. Quem quiser vê-los a pavonear-se não precisa de estar muito atento, porque não fazem questão alguma de escamotear a onda de caciquismo em que mergulham tudo e todos.
ouvem-se vozes que se erguem num tom de moralismo e simplicidade. Dá-se tudo a toda a gente em troca de um voto. Os caloiros, pobres inocentes que ainda não perceberam onde se foram meter, são os mais perseguidos nesta caça ao voto. Muitos deles não conseguem compreender a ausência de coerência e conteúdo nos discursos, supostamente eloquentes e sérios que lhes são dedicados. E assim vão sendo persuadidos a votar neste ou naquele, consoante a capacidade oratória de quem os cacicou.
E a verdade urge, como se de um grito preso na garganta se tratasse. Porque apenas queremos falar ao mundo e mostrar-lhe a podridão escondida nos meandros das leições à AAFDL. Candidatos bons e decentes? Também os há. Tanmbém há aqueles que mostram ideias de valor e vontade de trabalhar mas, como não têm por trás de si uma máquina maior e mais poderosa, ficam em segundo plano, esperando que algum dia alguém se lembre que eles existem. Mas não se lembram. O que fazem é ainda mais execrável. Aproveitam-se das ideias alheias, daqueles que verdadeiramente trabalham e querem fazer algo de bom por esta casa, papagueando ao mundo que as mesas resultaram da sua cabeça (ou falta dela, vá-se lá saber).
Há quem nos chame parasitas. Há quem não hesite em dizer que não temos ideias e que só andamos aqui a dizer mal dos outros. Estas afirmações fazem surgir determinadas interrogações nas nossas mentes. Será que as verdades que muitos se recusam a ver e outros anseiam por esconder incomodam assim tanto?Será que o insurgir das vozes descontentes amedronta os que detêm o poder e os que o almejam?
Será que incomodamos assim tanto?

ARS

(sobre as eleições para a Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa em 2005)

quinta-feira, setembro 22, 2005

Militarização

Os protestos dos militares perdem toda a credibilidade e decência quando o porta-voz, em directo no telejornal, fala em ''cidadães'' e "medidas demodemagogógicas" do Governo.
Concordamos com a primazia da matéria sobre a forma na generalidade das situações mas há que atender sempre a um mínimo exígivel.
E o mínimo exígivel, em Portugal, é cada vez mais um mínimo muito muito diminuto.

LM

Contra-post

O Mignon recusa-se a publicar qualquer tipo de post relativamente ao caso Fátima Felgueiras, como forma de demonstrar a sua discordância com a exposição mediática e o tempo de antena concedido a tão execrável personagem, que só vem contribuir para que casos semelhantes se repitam.
Obrigado.

terça-feira, setembro 20, 2005

Espirito democrático

Almeida Santos dizia, a propóstio do distânciamento dos partidos políticos de que Cavaco Silva se orgulha, que não há democracia sem partidos, nem fora destes.


Não podemos discordar mais. Impressiona-me sobremaneira esta atitude despótica de quem menospreza o cidadão e o seu papel fundamental na organização democrática.
Se o eleitor escolhe os seus representantes, numa lógica de democracia representativa, se exerce o seu direito e cumpre o seu dever cívico ao destacar quem o há-de representar e aos seus interesses, há-de ficar impressionado, como eu, ao ouvir dizer que não está a participar no exercício democrático, que se trata antes de um formalismo que há-de legitimar essas instituições tão nobres e democraticamente coerentes que são os partidos políticos.
Para Almeida Santos, a democracia só começa depois, com as nomeações, com a formação do executivo, com as discussões na Assembleia da Républica, com as comissões, com os congressos.
Até lá não há democracia, há um pró forma.
É esta atitude que o governante adopta que o faz virar costas ao eleitor, que o descredibiliza e provoca desconfiança nos cidadãos. É também esta atitude que contribui para o empobrecimento da classe política.
A democracia não existe sem eleitores, sem pessoas, sem cidadãos interessados, capazes de se reverem e identificarem nos orgãos de representação.

LM

segunda-feira, setembro 19, 2005

Vale tudo.

Chegamos a um ponto em que vale tudo, é o salve-se quem puder, é a febre legislativa, é o atropelo democrático.
Agora nem a Constituição merece respeito, nem a prática da Assembleia é costume.


A ânsia socialista está a provocar o ABORTO da democracia.

quarta-feira, setembro 14, 2005

A Contestação

Não votei em José Sócrates. Não votei PS. Não consegui.
Acreditei que José Sócrates ia tomar uma série de medidas correctas, estruturantes, urgentes, impulsionadoras de uma nova realidade social, capazes de imprimir uma renovada e feliz dinâmica a Portugal e aos portugueses.
O executivo PS, acaba com regalias de funcionários públicos, forças de segurança, magistrados e militares e tenta iniciar uma nova etapa de governação rigorosa e ingrata, tomando medidas impopulares e melindrosas que, na minha opinião, merecem vigoroso aplauso.
Todo o país está consciente do problema das finanças públicas, toda a população concorda com uma reforma de fundo, desde que essa mudança não atinja o seu pequeno feudo, a sua quintinha, o seu mundozinho incompetente e desgovernado, que exploram com vicioso hábito.

Mas podemos censurar a indignação das classes atingidas, perante a falta de exemplo no próprio executivo? Quem é que explica ao Sr. X, reformado, residente no Centro de Dia de Maçal de Chão, que recebe 200€ de pensão, que não pode receber uma pensão maior porque é necessário fazer sacrifícios, porque se está a pensar no bem estar colectivo, quando se assistem diariamente a situações de inacreditável desperdício e incompetência?

A lei de limitação de mandatos (a entrar em vigor lá para 2040), a pseudo-redução do executivo (passou-se de 16 para 15 ministérios), as nomeações de Fernando Gomes e Armando Vara e a mais recente de Guilherme de Oliveira Martins para o Tribunal de Contas, as férias no Quénia após 4 meses como P.M., a demissão de Campos e Cunha por afirmar o que todo o país pensa – ‘’Investimento sim, mas investimento estudado para que garanta desenvolvimento’’ - e depois de ter assinado o compromisso de redução do déficit com a UE...

Todas estas situações minam a imagem de credibilidade e confiança que um Governo empenhado em pedir sacrifícios aqueles a quem serve, deve passar.
É natural e legítima a indignação perante este estado de coisas.
O exemplo tem sempre que partir de cima.
Não concordo com manifestações, sou totalmente contra as greves nos moldes em que se verificam.
Acredito que somos culturalmente pequeninos e que nos indignamos muitas vezes sem motivo, apenas por capricho e comodismo, mas quando temos razões legítimas para nos indignarmos, então façamo-lo convenientemente e mudemos de uma vez por todas, mas TODOS.

LM

O Presidente da ANP (Associação Nacional de Municípios)


Fernando Ruas

"Eu fui deputado durante sete anos e nunca lá meti o pé, nem sei onde era o meu assento. Eu escolhi ser autarca!"


Perante tanta eloquência as palavras são escassas, os comentários escusados, as opiniões não fazem sentido.

segunda-feira, setembro 12, 2005

O embuste da liberalização

Perante o crescente aumento do preço dos combustíveis em Portugal, mantemo-nos quietos, sossegados, inertes, convencidos de que este facto se deve ao aumento do preço do barril de petróleo, tão noticiado e divulgado.
A realidade é, porém, bem diferente: desde a liberalização dos preços de combustíveis, há cerca de dois anos, estes já sofreram aumentos na ordem dos 40%.
Dir-me-ão os leitores que a livre concorrência tem como consequência a descida dos preços o que representa uma vantagem para o consumidor, que esta é uma regra básica da economia.
Assim é, não podemos estar mais de acordo, mas há também uma outra regra económica que aqui se aplica directamente. Quando se trata de bens que não têm substitutos, como é o caso dos produtos petrolíferos, o efeito é exactamente o inverso. Gera-se uma situação de preços concertados por parte das gasolineiras, o que representa uma clara desvantagem para os consumidores.


Assim, por forma a solucionar este problema, e aproveitando não só para fundamentar, analisar e criticar questões pertinentes da sociedade, mas também para apresentar respostas, divulgamos o que achamos serem medidas correctas a tomar:

1- Limitação, por parte do executivo, de preços máximos e mínimos para os combustíveis, ou do seu aumento anual.
2- Redução substancial do preço destes para industrias e empresas cujo funcionamento depende fatalmente da sua utilização.
3- Apoio a um sério e vasto programa de investigação tecnológica para energias alternativas, por forma a encontrar bens substitutos aos produtos petrolíferos, o que permitiria a Portugal estar na vanguarda dos combustíveis do futuro, dispondo de tecnologia actual e especializada, o que representaria uma clara mais valia para a nossa posição económica.

O sim ou não à liberalização, não pode depender de interesses privados, ideologias intransigentes ou caprichos individuais.
A preocupação do Estado deve centrar-se no bem estar colectivo a curto, médio e longo prazo.
O Estado tem funções a desempenhar, não pode continuar a declinar as suas responsabilidades.

LM

domingo, setembro 11, 2005

Há quatro anos